Num domingo de ressaca, assistindo, despretensiosamente, a um programa de entrevistas com um especialista da área de planejamento urbano, debati-me com mais uma constatação das finalidades obscuras da nossa administração pública.
Sabemos que a Copa do Mundo de 2014, a ser sediada no Brasil, foi oficialmente designada pela Fifa no dia 30 de outubro de 2007; enquanto as Olimpíadas, a serem realizadas no Rio de Janeiro, em 02 de outubro de 2009. Já o Programa “Minha Casa, Minha Vida”, instituído pela Medida Provisória nº 459, foi publicado em 26 de março de 2009, posteriormente convertida na Lei nº 11.977/09.
O referido entrevistado, salvo equívoco de minha parte – que me leva a ser, constantemente, chamado de adepto de teorias da conspiração – deu a entender, nitidamente, que a implantação do respectivo programa habitacional tinha/tem como objetivo afastar a classe baixa da nossa sociedade do grande centro urbano, alvo das competições internacionais iminentes.
Mencionado pelo profissional como uma “cidade de exceção”, já que adequada às necessidades financeiras e publicitárias, a conseqüência de tal atitude governamental acaba por gerar, ao contrário do conhecido discurso político, estrondosa e lamentável segregação social.
Concordo que, de fato, mostra-se bastante plausível e aplicável, ainda que muito bem mascarado, o real alcance da medida político-governamental.
A questão é até quando as ações do nosso governo irão de basear em interesses obscuros? Só Deus sabe, e talvez Ele saiba que isso não irá mudar.