Já que o assunto foi alçado, falemos um pouco sobre o tema política.
O fato é que a política derivada da democracia representativa está fadada ao eterno fracasso devido aos fatos expostos pelo João no texto abaixo. O entra e sai de partidos no poder nada irá mudar o empenho político dos governantes, justamente pelos interesses corrompidos e diversos dos que realmente gostaríamos. A grande diferença, a meu ver, vem de uma nova maneira de política popular, ou seja, a democracia participativa. Lembro-me de assistir uma palestra do Ilustríssimo ex-Ministro da Justiça Tarso Genro em que tocava cuidadosamente nessa tecla. Nada adianta acharmos que o nosso papel como eleitores/cidadãos está feito simplesmente ao votarmos no dia das eleições. A nossa participação vai muito além dessa simplória atitude, vai ao encontro de uma colocação ativa através dos meios a nós disponibilizados de controle político. E quem venha me dizer que esses meios não existem, está enganado. Eles estão estampados a todos os lados, mas o problema é o comodismo do povo ao achar que quem fará a mudança são os corruptos políticos da direita ou da esquerda, conservadores ou radicais, todos frutos do mesmo interesse ganancioso de poder, escolhidos no primeiro domingo de Outubro.
Confesso que o assunto referente a eleições não me atrai muito, ainda que acredite cegamente na importância do papel de eleitor e da defesa de meus posicionamentos. O ideal seria mudarmos nós mesmos o modo de analisarmos os nossos arredores jurídicos e sociais, e agirmos – ainda que de maneira insignificante, talvez – com uma fiscalização mais participativa sobre a administração pública, mais precisamente sobre os detentores de mandatos eletivos.
Assunto complexo; inesgotável; tema de diversas tangentes políticas, sociais, econômicas, que não cabe só a eu discuti-las, mas a todos vocês, cidadãos do nosso país.